Pobre do meu povo
Que sorri forçado para esconder a dor
Que sonha alto para sair do chão
E não ferir seus pés descalços
Podre do meu povo
Que tem fome além do pão
Que tem sede além da água
E sonhos fora de seu alcance
Gente que só sabe obedecer
Sem direito de desejar
E sem coragem de mudar
Gente de mãos calejadas
E coração cheiro de espinhos
Povo que descarrega na lágrima o peso da alma.
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
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